Perfil individual de Raquel Tavares
Olá, sou a Raquel. Sou licenciada em Economia.
Aqui, na Santos & Bandeira, iniciei-me como estagiária. Sendo o meu primeiro emprego, vim com a imagem preconcebida de que um escritório de Contabilidade seria um sítio aborrecido, onde cada um se concentrava apenas nas suas tarefas e se afogaria em café para conseguir manter-se acordado… Vinha preparada para que o som predominante na empresa fosse o som do teclado do computador e que o cheiro do papel quando está arquivado fosse insuportável. Preparada acima de tudo para um “bando” de contabilistas já de idade, barrigudos e com a mania que sabem tudo…
Qual a melhor parte da tua actividade profissional?
Só tenho a dizer que milagres existem!... Aqui há vida!... Ninguém bebe café: não é preciso porque o telefone não pára, os clientes são muitos e só a entreajuda, dinâmica mas organizada, entre os colegas possibilita responder prontamente a todas a solicitações. Cheira muito bem (as senhoras da limpeza fazem um óptimo trabalho) e o som que impera… é a musica ambiente abafada pelo som da voz dos nossos clientes quando nos visitam. E é muito bom ouvi-los contar as peripécias que acontecem nas suas empresas enquanto resolvemos algum problema que lhes tenha surgido. Com os clientes ou entre colegas é frequente rirmo-nos em conjunto e é por isso que eu gosto de tudo o que faço.
Qual foi a coisa mais maluca que já viste acontecer enquanto trabalhaste na empresa?
Por exemplo, já ri até me virem as lágrimas aos olhos ao assistir a uma colega a implorar para não ir de férias e o patrão a obrigar e, ainda por cima, dar mais uns dias de bónus. Foi mais ou menos assim:
Luís: Você tem que ir férias, tem trabalhado muito.
Colega: Mas eu não quero férias, deixe-me ficar.
Luís: Está proibida daqui entrar na próxima semana. Melhor ainda, tire mais outra, dou-lhe eu, e aproveite para descansar.
Colega (depois de muito argumentar, sem sucesso): Está bem eu vou de férias, mas só uma semana. A outra não quero!
Algumas palavras mais...
Como qualquer profissional que se preze, o que mais fiz e faço são perguntas. Mas, aqui não se vê o espítito inquisidor como um problema, mas sim uma virtude, não se põem problemas, antes ajudam a encontrar soluções, sempre com um sorriso, às vezes uma piada, e, lá tenho que reconhecer que a mania de que sabem tudo é bem merecida. Um dia também chego lá!
